Motovelocidade também é coisa de criança
- High Speed

- 23 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
Mayara Novaes, 08 de Maio de 2024
Pilotos que aceleram forte e ainda não têm idade para habilitação.

Imagem: Reprodução/SuperBike Brasil
Incentivando a cultura do esporte e dando espaço para o público infantil e jovem, o campeonato SuperBike Brasil abre portas para crianças a partir de 08 anos se tornarem grandes pilotos. A categoria Honda Junior Cup é a primeira e maior categoria monomarca de base da motovelocidade. Já a categoria Pro Honda CBR 650R estimula novos talentos e dá sequência à classe intermediária de acesso.
O intuito das categorias é formar, além de grandes pilotos, grandes pessoas. A prática proporciona habilidades importantes para a vida, como o pensamento positivo, trabalho em equipe, boas relações e empenho. Os pequenos pilotos estão cercados de profissionais qualificados, tendo grandes chances de crescer cada vez mais como pessoas e esportistas.
Em entrevista ao High Speed, o piloto de 15 anos e campeão da 2 rodada da categoria Copa Pro Honda CBR 650R, Gui Foguetinho afirmou que a família é a base para manter a mente boa antes da disputa. "A gente que gosta de moto a gente nunca desce de uma moto, não importa o que aconteça, mas família e equipe isso tem que estar tudo alinhado para o piloto manter a cabeça boa e entrar na pista."
A motovelocidade é um esporte radical, saudável e que não promove violência, sendo assim, uma opção saudável e melhor do que o famoso videogame.
Muitos pais têm receio dos filhos praticarem o esporte, porém, a modalidade conta com equipamentos profissionais para a total segurança da criança. Além disso, muito treino e disciplina para os pequenos, ensinando sempre valores importantes para uma boa sociedade e grandes valores da vida.Pilotar nas pistas é mais seguro do que em ruas tradicionais, pois não existem cruzamentos, curvas muito acentuadas e perigosas e nem outros tipos de veículos que atrapalhem o piloto. A pista é um ambiente controlado que segue regras, além de todos os equipamentos de segurança e estruturas para evitar problemas maiores.

Imagem: Reprodução/SuperBike Brasil
Porém, mesmo com equipamentos de segurança, ainda sim é possível que ocorra algo inesperado, mas o importante é seguir em frente e aprender com os erros cometidos, assim afirma Foguetinho: "Eu sofri um acidente que acabou rompendo o ligamento do meu pé, quebrei a clavícula e todos os dedos da mão. Fiquei achando que não teria como eu voltar, nem psicologicamente nem em pessoa, mas estamos aqui de volta e 'vambora'."
Gui Foguetinho, que participou do seu primeiro campeonato aos seus 10 anos, finaliza a entrevista dando um recado para as crianças e jovens que pretendem iniciar na pilotagem: "Vocês tem que ter muita responsabilidade porque não é fácil entrar na pista e saber que pode acontecer qualquer coisa com você lá dentro, ter cabeça e se dar bem com todo mundo pra você entrar na pista com a mente tranquila. "





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